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terça-feira, 24 de maio de 2011

Romântica prosa


Sabe por que gosto de escrever sobre você? Porque não consigo fazer o mesmo com qualquer outro assunto, sem que eu perca tempo pensando, articulando, organizando e reescrevendo. E justamente quando quero falar de você, é quando não preciso de muitos esforços. É quando estou precisando sorrir enquanto as letras vão sendo justapostas, ou simplesmente lembrar dos momentos em que estivemos juntos.
Sei que muitas vezes caio em minhas repetições, sentimentalismos, ou clichês, mas a cada vez que escrevo é como se fosse a primeira vez. Aquele mesmo nervosismo, a vontade de acertar e não fazer feio. (...)
Sei também que se permanecermos juntos não erraremos com pequenas coisas, nem nos distanciaremos por míseros detalhes. O que realmente importa é que agora nada poderá nos separar, e estarei contigo qualquer que seja a estação.

domingo, 27 de março de 2011

Não te esqueças de mim!



Não te esqueças de mim, quando erradia
Perde-se a lua no sidéreo manto;
Quando a brisa estival roçar-te a fronte,
Não te esqueças de mim, que te amo tanto.

Não te esqueças de mim, quando escutares
Gemer a rola na floresta escura,
E a saudosa viola do tropeiro
Desfazer-se em gemido de tristura.

Quando a flor do sertão, aberta a medo,
Pejar os ermos de suave encanto,
Lembre-te os dias que passei contigo,
Não te esqueças de mim, que te amo tanto.

Não te esqueças de mim, quando à tardinha
Se cobrirem de névoa as serranias,
E na torre alvejante o sacro bronze
Docemente soar nas freguesias!

Quando de noite, nos serões de inverno,
A voz soltares modulando um canto,
Lembre-te os versos que inspiraste ao bardo,
Não te esqueças de mim, que te amo tanto.

Não te esqueças de mim, quando meus olhos
Do sudário no gelo se apagarem,
Quando as roxas perpétuas do finado
Junto à cruz de meu leito se embalarem.

Quando os anos de dor passado houverem,
E o frio tempo consumir-te o pranto,
Guarda ainda uma ideia a teu poeta,
Não te esqueças de mim, que te amo tanto.
Fagundes Varela

sexta-feira, 4 de março de 2011

end .


Todos um dia precisarão da luz.
E nesse dia estarão obscuros, sem nada o que oferecer.
Estarão vazios, ocos, petrificados, meros reprodutores...
Não saberão o que fazer, aliás nunca poderiam saber.
Esses "todos" estarão na parte escura,
clamarão pelo pequeno feixe de luz
e não conseguirão.
Pedirão misericórdia, mas no lugar disso receberão a terrível colheita de não poderem escolher o que fazer. Estão tão acostumados com um estilo de vida, que nem poderão escolher a melhor parte.
E a notícia ainda mais triste, para eles,
é que desde o começo ...
Quando não deram nada por mim, pelos meus pensamentos,
minhas ideias, minhas palavras...
desde o começo...
Eu ja havia avisado o que estaria por vir.

sexta-feira, 25 de fevereiro de 2011

Farewell, II



"É a hora de dizer adeus, não é?" Realmente todo aquele mês passara muito rápido. Todos os sorrisos, todas as lágrimas, todas as histórias, tudo o que vivemos viraria meras lembranças. Por que isso acontece conosco? Por que temos que sofrer com isso? Por que não estamos juntos?
Se eu pudesse pediria a Deus para ficar só mais algum tempo, ou melhor, não ir embora. Viver com você, com essas pessoas, esse lugar, esses amigos. No entanto, vejo que não tenho escolha. É necessário partir, e me despedir de tudo o que vivi nos últimos dias, de você. Sabia que esse momento chegaria, mas não fazia ideia do quanto seria difícil. Mas mesmo não querendo, ele chegou. E vai nos separar mais uma vez. Espero que desta vez seja mais fácil suportar, ja que estar longe nunca foi minha escolha.
Sei que nos veremos outras vezes, todavia nunca esquecerei dessa despedida.

sexta-feira, 18 de fevereiro de 2011

farewell .


Tudo passa. As pessoas, as cartas, as lembranças, as paixões, as brigas, a melancolia. E aquela força que deslizou em seu rosto, que lhe trouxe coisas novas, ao mesmo tempo apagou, arrastou, destruiu. 
(Um suspiro, um piscar de olhos, um pensamento) O tempo permite apenas isto.
Tudo vai-se.
Aniquila-se.
Extermina-se.
E Onde estão as marcas? Levemente provocam intensas lágrimas, que passam em silêncio e escorregam desesperadamente... Elas também somem, mas não com a mesma intensidade. Estas marcas voltam toda noite, quando o silêncio torna-se o maior ruído, e tudo volta-se contra si mesmo. Elas somem e ressurgem. Falecem e ressuscitam. Elas flutuam pelo vento.
E quando ele menos esperou,
O Tempo passou.
Os seus olhos fecharam-se e desistiram de viver.



segunda-feira, 14 de fevereiro de 2011

Muito Romântico

Em meio a uma viagem pelo romantismo brasileiro, ele interrompe o barulho e faz-se um silêncio (de certo modo assustador) ... E estes versos vão sendo ditos ...

Não tenho nada com isso nem vem falar
Eu não consigo entender sua lógica
Minha palavra cantada pode espantar
E a seus ouvidos parecer exótica


Mas acontece que eu não posso me deixar
Levar por um papo que já não deu
Acho que nada restou pra guardar
Do muito ou pouco que houve entre você e eu


Nenhuma força virá me fazer calar
Faço no tempo soar minha sílaba
Canto somente o que pede pra se cantar
Sou o que soa, eu não douro a pílula


Tudo o que eu quero é um acorde perfeito maior
Com todo o mundo podendo brilhar no cântico
Canto somente o que não pode mais se calar
Noutras palavras .. sou muito romântico.

Caetano Veloso

terça-feira, 1 de fevereiro de 2011

Não passou de imaginação, apenas.


Eu sei que tudo não passou de um sonho, mas gosto de lembrar como tu estavas linda naquele dia. Como toda imaginação, eu não conhecia bem o lugar. Era bonito, verde e enorme. Vazio, onde tudo concentrava-se em nós. Nossos olhares, nossos sorrisos, nossas histórias. Tudo nosso.
Sorríamos por tanta besteira, que eu cheguei a não entender. Estávamos felizes. Enfim, juntos. Com um último olhar, um último sorriso, um último "eu te amo", me despedi. Acordei.

sábado, 22 de janeiro de 2011

amor de verão.


Ja eram 7h, e meu trem não chegava. Tanto tempo viajando, olhando para o céu e imaginando estar com ela. Mas não poderia passar disso, era só imaginação. Como era difícil parar em cada estação e não vê-la. Eu sabia que chegaria a minha vez. Então, um homem, de aparência um pouco desgastada e com uma voz que parecia rasgar sua garganta, avisa: "Esta é a última estação." Fiquei, automaticamente, atordoado. Meus batimentos aceleraram de forma indescritível, tive que me controlar. Onde estaria ela? Será que estaria esperando-me? Não conseguia ter certeza. Enquanto o trem ia desacelerando, eu olhava pela janela... 
E bem ao longe, seu sorriso encontrou-me. Naquele momento fui a pessoa mais feliz do mundo. Rapidamente peguei minhas coisas, desci, apressado. Corri ao seu encontro, pareceu cena de filme, mas não era. Era totalmente real. E então nos abraçamos, e ficamos um bom tempo juntos. Quanto tempo que eu não podia sentir seu abraço, ou ouvir essa linda voz ... 
Fomos juntos para casa, de mãos dadas. Ela contou-me tantas coisas que aconteceram, e eu fiz o mesmo. Rimos, choramos, gritamos, ficamos em silêncio. As vezes era preciso apenas concentrar-me em seus olhos e admirá-los. Sem dúvida nos amamos. E fomos felizes naqueles dias...
Pena que só foram alguns dias, pareceu um amor de verão.

domingo, 9 de janeiro de 2011

Algo que circula em meus pensamentos

Foram tantos anos... Nem acredito que cheguei até aqui. Talvez eu estivesse escondendo-me disso, e realmente acho que me escondi. Mas agora não se trata de adiar, mas sim de encarar os fatos. Enfim, o grande ano chegou. Talvez eu não tenha aproveitado como alguns acham que eu deveria aproveitar, mas fiz o que pude. Sonhei alto. E continuo sonhando. Sei que não será fácil, no entanto é um momento que todos nós temos que passar um dia.
Creio que fiz a escolha certa. Fui um homem de visão. E considero-me uma pessoa de visão. Eu chegarei lá, com perseverança, determinação, força e principalmente FÉ. São nestes momentos que Deus mostra que estará sempre conosco, e disso não tenho dúvida. Quando mais preciso, Deus está aqui. E a Ele, minha eterna gratidão.

sexta-feira, 7 de janeiro de 2011

Refletindo sobre o amor

Não sei por que disso tudo, mas acho que estou me apaixonando por você, e sem dúvida não sei explicar a razão. Ja diziam os sábios que o verdadeiro amor venceria a morte, superaria o desejo e suportaria o sofrimento. Talvez fosse a melhor definição para este sentimento. E então em meus pensamentos, recordo-me de um homem. Um sábio, diria eu. Certa vez, ele escreve "Ainda que eu falasse a língua dos homens e dos anjos, e não tivesse amor, seria como o metal que soa ou como o sino que tine." Que amor é esse?
Seria este amor o que eu sinto? Não posso simplesmente dizer que algo será eterno. Um dia isto pode simplesmente acabar, o que seria uma tristeza. Não quero encarar isto como uma paixão adolescente, pois aposto minhas fichas que o que sinto passa disso. Talvez devessemos olhar com olhos mais maduros, e se não tivermos estes olhos, esperaremos. Sem dúvida, um dia estarei refletindo, e concluiremos que valeu a pena esperar pelos olhos maduros. Realmente espero que termine assim, pois cada dia que nasce sua voz era a primeira que eu desejaria ouvir.