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sexta-feira, 2 de março de 2012

Ela vem. Sempre vem.

Ela vem. Incomoda. Entristece. Sorri. Consome. Enlouquece.
Recorda-te o não poder olhar nos olhos. O não abraçar. O não sentir.
Consome-te no fim da noite, no começo do dia. Faz-te rolar pela cama.
Inventa os teus sonhos. E os frustra.
Ela presencia os teus planos.
E tenta acelerá-los.
Não te esquece. Não te abandona. Persegue-te.
Torna-se rotina. Sentimento sentido a cada dia.
Intensificado em uns, e quase nada em outros poucos.
Ela mostra que aquilo existe. Que você sente. Que você ama.
Ah, a saudade. Ela sempre vem. Ela sempre vai.

sábado, 4 de fevereiro de 2012

Te amar.

Queria poder te entender de primeira. Não demorar longos e desgastantes minutos (ou horas) para perceber que o erro era meu. Queria te olhar sem sorrir. Ou ao menos ficar sério com o teu sorriso. Não consigo ser normal quando estou com você. Finjo-me de desentendido para ouvir novamente a sua voz. Torno-me uma criança. Ao mesmo tempo um adulto.
E então eu posso ver todos os seus defeitos. Tudo o que eu consigo ser diferente do que você é. Tantos detalhes opostos. E eu ainda consigo te amar.
Não consigo sentir raiva. Não consigo não pensar em como te sentir aqui faz parte da minha rotina. Dos meus dias sem você. Dos meses. Do tempo.
Eu sei, não estou preparado para isso. Mas finjo que sim. Eu posso me iludir. No fundo, talvez, eu esteja pronto.

domingo, 1 de janeiro de 2012

Bem-vindo 2012.

Eu realmente não gostaria de fazer isso agora. De rever esse ano que passou, e de continuar sonhando. A minha estagnação no final de 2011, fez o tempo passar tão rápido que nem percebi que já estava indo embora. Dizendo adeus. Mas estou. E isso é a parte mais triste da história. A hora em que tenho que retornar àquela velha despedida. Aquela velha melancolia de sempre. Que de certa forma acaba fazendo parte desse meu protocolo. É, tenho que me acostumar com isso.
Achei que fosse diferente. Na verdade, acabei fantasiando de mais. E sei que deixei passar algumas coisas. Detalhes.
Mas enfim, sou imensamente grato a Deus pelo ano que se passou. Pelas oportunidades que tive de ser melhor. Mais humilde, mais perseverante, mais batalhador. Agradeço a Deus por ter gostado tanto desse ano. E sei que passou voando! Uma pena, certamente.
2012 chegou como um ar de esperança. De sonho. De confiança. Tenho muito o que consertar, mas também muito o que viver, aprender e ser. Um ótimo ano novo para todos nós!

quinta-feira, 15 de dezembro de 2011

Uma leve frustração

Talvez as coisas realmente precisem não dar certo para que possam ter algum sentido. Mas o que não entendo é que eu recebo uma "surpresa" exatamente quando tudo já se encontra planejado. Coisas separadas, organizadas e pensadas. E o mais incrível é que tudo muda em uma fração de segundos. Uma frase. Alguns segundos. (suspiro)
Não sei porque ainda insisto em planejar quanto a isso. Talvez não fosse assim, desse jeito. Talvez algo pudesse acontecer de melhor. Mas não tenho certeza. Nem um pouco. A única coisa que possa enxergar é a frustração estampada em meu rosto. E isso não sei se poderá mudar.

terça-feira, 13 de dezembro de 2011

Apenas

Geralmente eu não me sentiria a vontade para escrever. Talvez por não estar no lugar onde sempre estou quando costumo escrever. Acho que poderia não me sentir a vontade para expressar as coisas que sinto ou que, pelo menos, gostaria de sentir. Tudo normal.
Acontece que, estranhamente, sinto-me a vontade. Completamente capaz de poder escrever coisas absurdas. Ok, não tão absurdas assim. Mas sim, boas palavras, bons textos. E isso me faz pensar em tudo o que eu gostaria de escrever agora. Tantas coisas têm acontecido, e eu podendo continuar a escrever um possível livro não o faço. Não, não sei o porquê. Sou assim. Imprevisível e previsível ao mesmo tempo. Não posso me definir exatamente. 
O que sentimos não obriga definição. Apenas sentimos. Apenas vivemos. Apenas sonhamos. Só.
E isso basta. Sim, basta. Porque quando paramos de querer pluralizar tudo o que sentimos podemos, então, realmente sentir o que pensávamos estar sentindo. É assim. Complexo. Ou até simples demais. Você escolhe.

sexta-feira, 9 de dezembro de 2011

End, II








Não existe outra saída. Tantos caminhos agora resumiram-se em um. Apenas. Reerguer-se. Reconstruir-se. E prosseguir.

quarta-feira, 7 de dezembro de 2011

End .

Um suspiro. Depois algumas lágrimas. A única opção agora era continuar. Não existia o parar, o desistir, muito menos o esquecer. Apenas o prosseguir. E como isso se tornava ainda mais difícil para ela. Sem chão. Sem sonhos. Sem coisa alguma. Pelo menos era o que se podia notar em seu rosto calado e solitário. Idealizou em um alguém algo totalmente diferente. Singular. Havia traçado um caminho antes perfeito e sem possibilidade de mácula alguma. Único e incomparável. Ela realmente acreditava ter isso tudo.
Mas não tinha. Nunca teve. Apenas achava que vivia aquilo.
Enganou-se, mas não para ela. Para os outros, talvez. Mas não importava, tudo seria perfeito. Seria.
Outro suspiro, e mais nada.

terça-feira, 22 de novembro de 2011

O que me faz pensar

Eu realmente me esforcei em não voltar os meus olhos para você, mas não consegui. Talvez o que mais escrevo venha de tudo o que pode existir entre nós. Seja o que for, mas provém de nós. E isso sempre me traz boa lembranças. Bons abraços, boas risadas, inúmeros momentos. Não tenho porque não me lembrar deles. São singulares, sempre foram. É por isso que estou aqui mais uma vez. É, mais uma vez repetindo meus poemas de amor, de simplicidade, de saudade. Percebendo o quanto me aproximo de você quando decido apenas lembrar de você. E como uso muito tempo para isso. Mas não me importo. É  algo agradável.
Quanto a hoje, não tenho tantas palavras para escrever. Foi apenas uma ocasião em que quis pensar em você. Sobre você. Sobre nós. É, não me canso disso. Terá que aguentar esse romantismo por um bom tempo. Você sabe.

segunda-feira, 14 de novembro de 2011

To believe

Sempre acreditei. E sempre quis acreditar. Nunca achei que em algum momento isso seria tão difícil de ser feito. Falar, pra mim, sempre foi fácil. Nunca pestanejei. Nunca pensei estar vislumbrando algo inalcançável. Apenas sonhei e vivi por um sonho. E digo "vivi" porque meus passos começaram a serem calculados em função disso. E realmente foram.

Mas, tudo o que fiz de esforço joguei para o alto e achei não ser capaz de continuar. Julguei-me desprezível para o tamanho do  meu sonho. E quase desisti. (...) Nossa, olha até onde me permiti chegar! Ao lugar onde todos os fracos chegam com facilidade. O fundo de minha consciência e totalmente o contrário de tudo o que posso ser capaz. Sem dúvida perdi a minha essência.

Acontece que os dias maus aparecem para peneirar os sonhadores. E, por pouco, não fiquei atrás. É, não fiquei. Hoje me dei conta de tudo o que fiz para chegar onde cheguei, e de tudo o que ainda posso fazer para continuar avançando mais degraus. Percebi que a minha inutilidade era parte do tempo de seleção. Do tempo que empurrou para baixo muitos que, como eu, sempre sonharam com algo. Mas comigo não deu certo. Por mais que toda, ou parte de minha esperança estivesse sido extinta, eu me reergui e recuperei os resquícios de fé. Recompus o meu "acreditar' e sonhei, ou melhor, continuo sonhando com uma boa notícia. O mais importante é que não me dei por vencido.